ERP para Oil & Gas: SAP B1 + DiamondOne para Manufatura Sob Encomenda
Um ERP para Oil and Gas voltado a fabricantes, não a operadoras, precisa sustentar ordens de produção únicas, roteiros variáveis e custeio por ordem. O DiamondOne, add-on de manufatura avançada sobre o SAP Business One, atende metal-mecânica, calderaria, usinagem e fundição que fornecem para a cadeia de petróleo e gás, com rastreabilidade exigida em auditorias de fornecedor homologado.

Um ERP para Oil and Gas, no recorte de quem fabrica e fornece para essa cadeia, gerencia ordem de produção (OP), roteiro, custeio por ordem e rastreabilidade dentro de uma fábrica de manufatura não seriada. O termo aparece com frequência associado a sistemas de operadoras, como contabilidade de participação em joint venture ou alocação de produção por poço, mas esse tipo de sistema não resolve o problema de quem fabrica sob desenho técnico para a Petrobras ou outras operadoras.
Fabricantes de metal-mecânica, calderaria, usinagem e fundição que atendem contratos de petróleo e gás carregam uma dor específica: custeio impreciso corrói margem em contratos de longo ciclo, e um ERP genérico de manufatura seriada não sustenta o controle por ordem que esse tipo de produção exige.
O SAP Business One com o add-on DiamondOne, desenvolvido pela Objetiva Solução, endereça essa lacuna. A seguir, a diferença entre o ERP que opera poços e refino e o ERP que sustenta a fábrica que fornece equipamentos para essa cadeia.
O que é um ERP para Oil and Gas
“ERP para Oil and Gas” muda de significado dependendo de quem pesquisa. Para uma operadora como a Petrobras, o termo remete a sistemas de contabilidade de participação em joint venture, alocação de produção por poço e gestão de direitos de terra.
Para um fabricante que fornece peças, estruturas metálicas ou equipamentos sob desenho técnico para essa cadeia, o termo aponta para outro problema: gerenciar ordens de produção únicas, cada uma com roteiro, custo e prazo próprios.
Esse é o recorte deste artigo.
A manufatura não seriada, produção sob encomenda ou sob projeto, domina esse segmento da cadeia industrial de óleo e gás. Cada vaso de pressão, cada estrutura calderada, cada peça usinada atende a uma especificação técnica exclusiva do contratante, o que muda os requisitos de um ERP em comparação com uma linha de produção contínua.
ERP para operação de Oil and Gas x ERP para fabricantes da cadeia
A confusão entre os dois tipos de sistema custa tempo de avaliação a quem pesquisa fornecedor. A tabela resume o que muda entre o ERP de operação upstream, midstream e downstream e o ERP usado pelos fabricantes e fornecedores da cadeia.
| Critério | ERP de operadora (upstream/midstream/downstream) | ERP para fabricantes da cadeia |
|---|---|---|
| Usuário típico | Petrobras e outras operadoras de exploração, produção e refino | Metal-mecânica, calderaria, usinagem, fundição, fabricação de máquinas e equipamentos |
| Foco funcional | Alocação de produção por poço, contabilidade de joint venture, gestão de direitos de terra | Ordem de produção, roteiro, custeio por ordem, apontamento de chão de fábrica |
| Unidade de controle | Poço, campo, contrato de participação | Ordem de produção (OP) única, com roteiro e custo próprios |
| Exigência típica | Compliance de produção e regalias | Conformidade com ISO 9001, NR-13, ASME VIII e norma Petrobras N-215 |
Quem fabrica sob desenho técnico para a Petrobras ou para fornecedores homologados precisa do segundo tipo de sistema.
Como funciona um ERP para fornecedores de Oil and Gas
O núcleo funcional começa na ordem de produção. Cada OP nasce de um pedido específico, com sua própria estrutura de produto (BOM) e seu próprio roteiro de fabricação, diferente de uma linha que repete o mesmo item milhares de vezes.
O PCP organiza essas ordens, enquanto o APS faz o sequenciamento com capacidade finita: em vez de uma lista de prioridades manual em planilha, o sistema calcula a fila real de máquinas e operadores e projeta um Gantt de produção que reflete a capacidade disponível.
O apontamento de fábrica captura o tempo gasto por operador e por máquina, via tablet ou terminal no chão de fábrica. Esse dado alimenta o custeio por absorção, que calcula o custo real de cada ordem, não um custo padrão genérico que mascara desvio até o fechamento do contrato.
A rastreabilidade de lote e componentes fecha o ciclo.
Em uma auditoria de fornecedor homologado, é essa rastreabilidade que comprova de onde veio cada material, em qual OP foi consumido e qual operador executou cada etapa. O MRP calcula a necessidade de material a partir da estrutura de produto de cada ordem, evitando falta de insumo na hora de iniciar a fabricação de uma peça sob desenho técnico.
Conformidade e normas técnicas que um ERP precisa sustentar
Fornecedor homologado da Petrobras responde a um conjunto de normas que um ERP genérico raramente contempla nativamente. O sistema de gestão da qualidade equivalente à ISO 9001 é o ponto de partida, mas a norma técnica Petrobras N-215 amplia essas exigências para quem fornece equipamentos e estruturas.
Vasos de pressão e estruturas caldeiradas costumam exigir conformidade com NR-13 e ASME VIII, normas que cobram documentação de processo rastreável desde a matéria-prima até a entrega. Um ERP sem rastreabilidade de lote não sustenta essa evidência quando o organismo de inspeção acreditado solicita o histórico.
- ANP: regula conteúdo local e reporte de dados da cadeia de petróleo e gás
- RLCP: o Regulamento de Licitações e Contratos da Petrobras, em sua revisão 6, entrou em vigor em 16 de abril de 2025 e reforça as regras de contratação de fornecedores industriais
- Cadastro corporativo de fornecedores: exige histórico de entrega, não conformidade e retrabalho documentado por ordem
Perder a homologação não costuma acontecer por um erro isolado.
Acontece por acúmulo de não conformidade sem rastreabilidade suficiente para provar, em auditoria, que o processo funcionou conforme o roteiro planejado.
SAP Business One e DiamondOne para manufatura sob encomenda
O SAP Business One é a plataforma base: contabilidade, financeiro, compras, estoque e vendas em um único sistema ERP. Isso cobre a gestão administrativa da indústria, mas não chega ao nível de detalhe que a manufatura sob encomenda exige no chão de fábrica.
É aí que entra o DiamondOne, add-on de manufatura avançada que a Objetiva Solução desenvolveu sobre o SAP Business One. O DiamondOne adiciona PCP, APS, MRP, apontamento de fábrica, configurador de produtos, controle de qualidade e custeio por absorção, módulos que o SAP B1 puro não cobre nativamente com a profundidade que a produção sob encomenda demanda.
O configurador de produtos merece destaque em cotações para o setor de óleo e gás: permite montar a estrutura de produto sob encomenda diretamente na proposta técnica, o que agiliza resposta a editais e cotações da Petrobras.
A integração com CAD/CAM completa o fluxo. O DiamondOne se conecta a Lantek, SolidWorks, AutoCAD, Solid Edge e AlmaCam, trazendo a estrutura de produto direto do projeto de engenharia para a ordem de produção, sem recadastro manual.
DiamondOne e os add-ons concorrentes: o que muda
Beas, BR One e Uppertools também operam como add-ons de produção sobre plataformas SAP. A diferença aparece na profundidade de cada módulo e na aderência ao setor de fornecimento para óleo e gás.
| Critério | DiamondOne | Beas | BR One / Uppertools |
|---|---|---|---|
| Foco de produção | Manufatura não seriada, sob encomenda | Manufatura geral, comparado com frequência em demos técnicas | BR One com foco em seriada; Uppertools percebido como caixa preta pelo mercado |
| Sequenciamento (APS) | Capacidade finita nativa, Gantt de produção | Varia por implementação | Varia por implementação |
| Integração CAD/CAM | Lantek, SolidWorks, AutoCAD, Solid Edge, AlmaCam | Depende do projeto | Depende do projeto |
| Custeio | Por absorção, real por ordem | Varia por implementação | Varia por implementação |
A escolha entre esses add-ons costuma aparecer em migrações. A CISA Brasile, por exemplo, migrou do Beas para o DiamondOne, com a CISA Itália como referência do grupo no processo.
Investimento e ROI sem promessas fechadas
O investimento em um ERP para manufatura sob encomenda combina implementação e mensalidade, e varia conforme o número de usuários, os módulos ativados e a complexidade dos processos da fábrica. Não existe um valor fixo genérico que sirva para qualquer indústria.
O retorno aparece em três frentes. Custeio real por ordem revela margem que o custo padrão escondia. Menos retrabalho reduz o custo de correção após o fato. Menor risco de reprovação em auditoria protege a homologação junto à operadora, o que, em contratos de longo ciclo, pesa mais que o preço da licença.
A implementação acontece por fases, do blueprint à configuração até o go-live, priorizando o mínimo necessário para depois ampliar o escopo. Isso reduz o risco de travar a produção durante o projeto e dá às lideranças da fábrica tempo para absorver a mudança antes de expandir para novos módulos.
Envolver PCP, chão de fábrica e diretoria desde o início do projeto reduz a resistência natural de quem ainda confia na planilha.
Quem usa um ERP para manufatura sob encomenda no setor de Oil and Gas
O DiamondOne sobre o SAP Business One atende fabricantes que produzem sob encomenda ou sob desenho técnico para a cadeia de petróleo e gás, entre eles:
- Metal-mecânica: peças e componentes sob especificação técnica do contratante
- Calderaria: vasos de pressão, tanques e estruturas soldadas sob projeto
- Usinagem: componentes de precisão a partir de desenho técnico em CAD/CAM
- Fundição: peças fundidas sob molde específico de cada contrato
- Fabricação de máquinas e equipamentos: conjuntos e subconjuntos sob projeto
Fica fora desse escopo o varejo, o atacado e a manufatura seriada em linha contínua, onde o mesmo item se repete em grande volume sem variação de roteiro entre uma unidade e outra. A lógica do DiamondOne foi construída para a ordem de produção única.
Como a Objetiva Solução estrutura o ERP para fornecedores de Oil and Gas
A Objetiva Solução é SAP Partner certificada há 16 anos, com casos documentados de implementação do DiamondOne em metal-mecânica, calderaria, usinagem e fundição, incluindo Tecnokor, Lumar Metals, Metal Group, CISA Brasile e Cemaço.
O DiamondOne não nasceu como adaptação de um ERP genérico. Foi desenvolvido para a lógica da produção não seriada, com integração nativa ao SAP Business One e conexão direta com as ferramentas de engenharia que fabricantes sob desenho técnico já usam, como Lantek, SolidWorks, AutoCAD, Solid Edge e AlmaCam.
Se a fábrica fornece para a cadeia de petróleo e gás e ainda depende de planilha para PCP e custeio, entender como o SAP Business One com o DiamondOne resolve isso na prática é o próximo passo. Fale com o time da Objetiva Solução para discutir o cenário específico da sua produção.
A Objetiva Solução implementa e desenvolve o add-on DiamondOne sobre o SAP Business One. Não realiza atividades de extração, produção ou refino de petróleo e gás, nem atende varejo, atacado ou manufatura seriada em linha contínua.
Perguntas frequentes sobre ERP para Oil and Gas
O que é um ERP para o setor de óleo e gás?
É o sistema de gestão que sustenta a fabricação de equipamentos, estruturas e componentes para a cadeia de petróleo e gás.
No caso de fabricantes sob encomenda, isso significa PCP, APS, custeio por ordem e rastreabilidade, diferente do sistema usado por operadoras para gerir poços e refino.
Um ERP genérico serve para uma fábrica que fornece para a Petrobras?
Raramente sustenta, em profundidade, o sequenciamento com capacidade finita e a rastreabilidade de lote que uma auditoria de fornecedor homologado cobra. Um add-on construído para manufatura não seriada, como o DiamondOne, cobre essa lacuna.
Qual a diferença entre ERP de operadora e ERP de fabricante da cadeia?
O ERP de operadora trata de poço, campo e contabilidade de participação.
O ERP de fabricante trata de ordem de produção, roteiro e custo por ordem dentro da fábrica que fornece equipamentos para essa operadora.
O SAP Business One atende empresas do setor de petróleo e gás?
Atende como plataforma base de gestão administrativa e financeira. Para PCP, APS, apontamento de chão de fábrica e custeio por ordem em profundidade, a fábrica precisa do add-on DiamondOne sobre o SAP Business One.
Quais certificações um fornecedor de óleo e gás costuma precisar comprovar?
Sistema de gestão da qualidade equivalente à ISO 9001, a norma Petrobras N-215 e, para vasos de pressão e estruturas caldeiradas, NR-13 e ASME VIII. O cadastro corporativo de fornecedores também cobra histórico de não conformidade e retrabalho.
Um ERP para manufatura não seriada atende varejo ou produção em série?
Não atende.
O DiamondOne foi construído para ordem de produção única, com roteiro e custo próprios, lógica oposta à linha de produção seriada de varejo e atacado.
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Diagnóstico gratuito →Manufatura Não Seriada
PCP, roteiro, ordem de produção e custo real em fábrica sob encomenda.



