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Comparativo técnico · Manufatura não seriada

DiamondOne vs BEAS: Comparativo para Indústria Sob Encomenda

Comparação técnica e honesta entre DiamondOne vs BEAS: Comparativo para Indústria Sob Encomenda, com critérios reais de aderência à manufatura, custeio por OP e adequação ao mercado industrial brasileiro.

Aviso de transparência: Esta comparação foi elaborada pela Objetiva, revendedora do DiamondOne. Apresentamos os dados com honestidade, mas recomendamos avaliar ambas as soluções com suas equipes antes de decidir.
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Resumo

O DiamondOne e o BEAS são add-ons de manufatura que operam sobre o SAP Business One, e não ERPs independentes. Na indústria sob encomenda, o critério de comparação é como cada um trata a ordem de produção única, com roteiro, custo e prazo próprios, em PCP, APS, custeio por ordem, CAD/CAM, apontamento e rastreabilidade.

DiamondOne e BEAS são add-ons de manufatura para o SAP Business One (SAP B1), o ERP que cuida de finanças, estoque, compras e vendas. Add-on é a camada de produção instalada sobre esse ERP. A indústria sob encomenda que usa ou avalia o SAP B1 precisa decidir qual camada colocar sobre ele, e a comparação entre os dois nasce dessa decisão.

O leitor que chega aqui pesa uma escolha de alto impacto operacional, com várias reuniões e demonstrações técnicas pela frente. Adjetivo vale pouco nessa hora. Valem critérios e perguntas que se levam à demonstração, feitos da mesma forma aos dois fornecedores.

A lente é a produção sob encomenda, em que cada ordem de produção (OP) tem roteiro, custo e prazo próprios.

DiamondOne e BEAS como add-ons de manufatura para SAP Business One

O DiamondOne é um add-on de manufatura avançada para SAP Business One, desenvolvido e implementado pela Objetiva Solução, SAP Partner com 16 anos de mercado, e concebido para a lógica da produção não seriada.

Produção não seriada é a fábrica que trabalha sob encomenda, sob medida ou sob desenho técnico do cliente, com roteiro, custo e prazo próprios em cada ordem. É a lógica oposta da linha de montagem, em que a mesma peça se repete. A Objetiva Solução implementa e desenvolve add-ons sobre o SAP B1, a plataforma base.

Os módulos do DiamondOne, conforme a Objetiva Solução, são PCP (ordens, roteiros e listas técnicas), APS (programação finita, Gantt e priorização de OPs), Configurador de Produtos, Apontamento de Fábrica, MRP e separação de materiais, Qualidade, Custeio por Absorção e Rastreabilidade. Os segmentos prioritários são metalmecânica, caldeiraria, usinagem, fundição, máquinas e equipamentos e forjaria.

O BEAS (Beas Manufacturing, na grafia do próprio fornecedor) é um add-on de manufatura para o SAP B1, também integrado ao ERP. Segundo a documentação pública do fornecedor, consultada em outubro de 2026 (Beas Help e whitepaper), ele suporta produção para estoque, sob encomenda e engenharia sob encomenda ou projetos, além de montagem, configuração e variantes.

A mesma documentação descreve um módulo de APS integrado aos processos, com planejamento por prioridades, capacidades de máquina e calendários de fábrica. A orientação do planejamento é parametrizável: por recurso, ordem, projeto, funcionário, material, linha ou local. O fornecedor também declara documentação por versão, revisão, desenho, lote e número de série, um cockpit de projeto com controle de orçamento e custo e transações registradas que não se excluem, apenas se cancelam.

As duas soluções declaram atender produção sob encomenda.

Capacidades por versão, localização brasileira, integração com CAD/CAM e modelo de licenciamento do BEAS ficam como critério para o leitor validar com o fornecedor. Existem ainda outros add-ons e soluções de APS para o SAP B1, e cada um pede o seu próprio comparativo com os mesmos critérios.

Critérios para comparar add-ons em produção sob encomenda

Em produção sob encomenda, o critério decisivo na comparação entre add-ons é como cada solução trata a OP única, com roteiro, custo e prazo próprios. Listas de módulos com o mesmo nome escondem comportamentos diferentes.

PCP e roteiro variável na OP única

PCP é o planejamento e controle da produção: define o que fabricar, em que sequência e com quais recursos. A estrutura de produto (BOM) é a lista de componentes e subconjuntos de um item, e o roteiro é o caminho que a ordem faz pelas máquinas e pelas etapas.

Na produção seriada, BOM e roteiro se repetem. Na sob encomenda, cada OP pode nascer com roteiro e estrutura próprios. Como o add-on modela essa OP única, sem obrigar a fábrica a forçá-la em um cadastro padronizado?

O DiamondOne trata o tema com o módulo de PCP, que reúne ordens, roteiros e listas técnicas. O BEAS declara suportar produção sob encomenda e engenharia sob encomenda ou projetos. A aderência ao processo de cada fábrica se confirma na demonstração.

APS com capacidade finita e custeio por ordem

APS é o sequenciamento avançado da produção. Com capacidade finita, o plano respeita a capacidade real de máquinas e pessoas em cada período, em vez de supor que cabe tudo. O resultado costuma aparecer em um gráfico de Gantt, a barra de tempo de cada ordem em cada recurso.

O DiamondOne tem um módulo próprio de APS, com programação finita, Gantt e priorização de OPs. O BEAS declara APS, com planejamento por prioridades, capacidades de máquina e calendários de fábrica. A profundidade e o uso na prática ficam para validar. Um erro comum é avaliar o APS só pela tela do Gantt. O teste útil é mudar a prioridade de uma OP e observar como o plano se recalcula respeitando a capacidade.

Custeio por ordem apura o custo real de cada OP, pelo método de absorção, em contraste com o custo padrão, que aplica um valor definido de antemão. O DiamondOne declara Custeio por Absorção, com custo real por OP. O BEAS declara um cockpit de projeto com controle de orçamento e custo. A pergunta aos dois fornecedores é como o custo por ordem é apurado e consolidado no SAP B1.

Integração CAD/CAM, apontamento e rastreabilidade

A estrutura de produto nasce no desenho. Trazê-la do CAD para o ERP sem redigitar é um critério recorrente, e a conciliação do código de produto do cliente com o cadastro mestre do SAP B1 costuma ser o ponto que pega.

O DiamondOne declara integrações ativas com Lantek (nesting), SolidWorks, AutoCAD, Solid Edge e AlmaCam. Para o BEAS, a lista de sistemas integrados e o comportamento da importação são pontos para validar com o fornecedor.

Apontamento é o registro, no chão de fábrica, do que cada operador e cada máquina fizeram em cada ordem. Rastreabilidade é o caminho de volta, dos componentes, lotes e subconjuntos até o produto final. O DiamondOne declara apontamento por operador ou máquina, em web ou tablet, e rastreabilidade de componentes, lotes e subconjuntos. Nos dois fornecedores, o critério se valida em demonstração.

Seis perguntas, feitas igualmente aos dois fornecedores, organizam a avaliação:

PCP:
como a OP única, com roteiro e estrutura próprios, é modelada?
APS:
como o plano é recalculado quando uma prioridade muda, respeitando a capacidade finita?
Custo:
como o custo por ordem é apurado e consolidado no SAP B1?
CAD/CAM:
quais sistemas se integram e como a estrutura de produto de um desenho real chega ao ERP?
Apontamento e rastreabilidade:
como o registro do chão de fábrica chega ao lote e ao subconjunto?
Implementação e suporte:
quem implementa, quem sustenta e como o produto evolui, sem preço e sem prazo?

Quando cada add-on tende a fazer mais sentido

A pergunta sobre qual add-on faz mais sentido tem resposta por perfil de fábrica, e não por ranking: a decisão se apoia na demonstração com uma OP real e na validação de cada ponto com os dois fornecedores.

Quatro perfis ilustram o raciocínio. A metalúrgica que fabrica peça única por projeto precisa saber o custo real de cada OP antes de fechar o próximo orçamento, e o critério de custo por ordem pesa mais. A caldeiraria que executa estrutura sob encomenda, com roteiro diferente a cada pedido, precisa sequenciar a fila pela capacidade finita das máquinas, e o APS passa a ser o critério central.

A usinagem que trabalha sob desenho do cliente quer trazer a estrutura de produto do CAD para o SAP B1 sem redigitar, e a integração CAD/CAM decide. A fundição que precisa rastrear lote e corrida ao longo das OPs coloca a rastreabilidade no topo da lista.

O DiamondOne foi construído para a lógica da manufatura não seriada e se integra ao SAP B1, e fábricas com esse perfil têm motivo para incluí-lo na lista de demonstrações.

O BEAS declara suportar também processos de montagem, configuração e variantes, além de engenharia sob encomenda ou projetos. A fábrica que tem esses processos no centro da operação deve pedir ao fornecedor a demonstração deles, com dados próprios.

Nenhuma dessas leituras vale como veredito. Elas orientam a ordem das perguntas, e quem confirma é a demonstração.

Perguntas frequentes

A licença do SAP Business One muda conforme o add-on?
O número e o tipo de licenças SAP dependem dos usuários e das funções que cada um exerce. Por isso o assunto não se resolve só com a ficha do add-on. Confirme o licenciamento com o parceiro SAP e com o fornecedor do add-on antes de fechar o escopo do projeto.
Quem deve participar da avaliação dos add-ons?
PCP, TI, controladoria e a diretoria industrial. Cada área enxerga um critério: o PCP olha roteiro e sequenciamento, a TI olha integração e licenciamento, a controladoria olha custo por ordem e a diretoria olha o conjunto. Avaliar com todas juntas evita descobrir um impedimento depois da escolha.
O que significa engenharia sob encomenda?
Engenharia sob encomenda é o processo em que o produto é projetado depois do pedido do cliente. A estrutura de produto e o roteiro nascem junto com o projeto, e não antes dele. O BEAS declara suportar esse processo, segundo a documentação pública, e a aderência à sua fábrica se valida em demonstração com uma OP real.
Como preparar uma OP real para a demonstração?
Escolha uma ordem recente que tenha fugido do padrão: com roteiro próprio, estrutura de produto específica e, se houver, código de produto do cliente. Leve o desenho, o roteiro executado e o custo apurado. Com esse material, os dois fornecedores trabalham sobre o mesmo caso e a comparação deixa de depender de roteiro de apresentação.
O que é nesting e por que aparece na integração?
Nesting é a disposição das peças em uma chapa para aproveitar o material da melhor forma. Ele aparece na integração porque o software de nesting, como o Lantek, trabalha com o desenho das peças. O DiamondOne declara integração com o Lantek. Para o BEAS, a integração se confirma com o fornecedor.
O que são montagem, configuração e variantes?
Montagem reúne componentes em um produto final. Configuração é montar o produto a partir de opções escolhidas no pedido. Variante é uma versão de um item-base com atributos diferentes. O BEAS declara suportar esses processos, segundo a documentação pública. Se a sua fábrica trabalha assim, peça a demonstração de um pedido configurado.
Por que o apontamento no chão de fábrica entra na comparação?
O apontamento registra o que de fato aconteceu em cada etapa da ordem, por operador ou máquina. Esses registros alimentam a rastreabilidade e o custo real da OP. Por isso vale perguntar a cada fornecedor como o apontamento é feito na prática, em que dispositivo e com que esforço para o operador.

Leve uma OP real e avalie o DiamondOne com os dados da sua fábrica. A conversa de diagnóstico com o time da Objetiva Solução mostra, em demonstração técnica, como o DiamondOne trata roteiro variável, APS com capacidade finita, custeio por ordem e integração com CAD/CAM sobre o SAP Business One.

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